quinta-feira, agosto 24, 2006

De seguida, de seguida, a identificação da Cidade, do Mundo, dos Homens, o diálogo com as Artes, com a Cultura; a familiarização com os pincéis, as tintas, as espátulas, as telas, as madeiras, os óleos, colas, sabões, misturados com desenhos, com manchas, em cores que vira nos seus sonhos e na sua aldeia nas manhãs da sua existência.
Pintou grinaldas e guirlandas, frisos, gregas, flores entalhadas e deu-lhes realce e sentido: o que foi notado pelo conhecido milionário Carlos Guinle, da famosa Família do mesmo nome e à altura detentora de um império, nomeadamente nos sectores da hotelaria, do turismo e das Artes.
Voltou à sua lareira, com 21 anos. Visitou Viseu e o Grão Vasco; bebeu água da sua Fonte, em Cunha Alta e logo retornou ao Rio que já também lhe arrebatara os sentidos e onde sentia mais distantes pistas para percorrer, daí em diante, em busca de mais misteriosos e grandiosos prémios.
Aprendeu mais com Oswaldo Teixeira da Rocha, com Rodolpho Chambelland, com Bruno Lechowski, Manoel Santiago, Quirino Campofiorito, Carlos Gomes e muitos outros.
Fez parte do notável "Núcleo Bernardelli", nomes grandes das Artes brasileiras, mexicanas, americanas e mundiais. Trabalhou em simultâneo e em grupos com Edson Motta, José Pancetti, Yoshia Takaoka, Ado Malagoli, Milton Dacosta, Rescala, Sigaud, Busta-mante Sá, Joaquim Tenreiro, Fernando Martins e tantos outros ilustres que, imortais, vivem no Panteão das Artes do Brasil.
Ficaram famosas as suas exposições: O Liceu Literário Português, a Sociedade Brasileira de Belas Artes, o Museu Nacional das Belas Artes e tantos Salões magníficos revestidos de brilhantismo e aplauso.